13 de mai de 2015

6.

"When your lips are on my lips, then our hearts beat as one..." - Give Your Heart a Break.
Ano de 2008 – 2/2
 O seu olhar era de espanto e ódio, ele não havia me encontrado, o que era uma coisa boa.
- Vamos dá o fora daqui – sussurrei e nem esperei sua resposta, apenas peguei em sua mão e corri em direção a saída, sem olhar para trás, saímos pela porta dos fundos e corremos até meu carro.
- Você tá louca?! Deixar aquele pessoal lá com seu pai?! – Demi disse enquanto procurava as chaves do carro pelo mesmo – (SeuNome), eu estou falando com você!
- Não tenho tempo agora – disse achando a chave no porta luvas – Isso! 
- Você se drogou, só pode – ela disse balançando a cabeça negativamente.
- Iremos conversar, só que não agora – disse ligando o carro e saindo dali.
- Calma, garota! Você vai nos matar! – ela pedia, porém era tanta adrenalina correndo em minhas veias que eu mal a ouvia, respirei fundo e diminui a velocidade – Seu pai vai te matar.
- Eu sei disso – respondi e comecei a sorrir, logo Demi também estava sorrindo – Ele deve esta expulsando os nossos convidados aos tapas.
- Saiam daqui crianças malditas! – Demi disse imitando sua voz.
- Saiam daqui, mas não pisem no meu lindo carpete – disse sorrindo. Ficamos fazendo esse “jogo” até finalmente pararmos no monte onde estávamos no começo do dia. 
- Você nunca mais irá pisar na sua casa novamente – Demi disse saindo do carro.
- Nunca mais irei pisar aqui – respondi sentando-me no capô do carro, logo Demi fez o mesmo. Ficamos em silencio por alguns minutos, tentando se recompor do que tinha acabado de acontecer.
- Mas uma coisa eu o agradeço – Demi disse depois de um tempo – Ele impediu que você ficasse com Natalie. A Natalie, (SeuNome), serio mesmo?
- Qual o problema? Eu fui a fim dela, lembra? E você sempre dizia que eu deveria falar com ela.
- Naquele tempo, hoje em dia ela é uma vadia – Demi disse – Ela não é mulher para você.
- E quem é mulher para mim, Demi? – perguntei encarando-a, Demi engoliu o seco e desviou o olhar.
- E além disso, o que você vê nela? – Demi perguntou.
- O que você vê no Alex? – rebati.
- Estamos falando da Natalie, não do Alex – ela respondeu olhando-me.
- Certo, chorona – disse sorrindo e logo Demi me deu um tapa no braço – Mas respondendo sua pergunta, ela é bem gostosa.
- Gostosa? Ela é uma vareta! – Demi disse, fazendo com que eu sorrisse.
- Quer saber de uma coisa? Você esta com ciúmes – disse e a vi arquear as sobrancelhas.
- Ciúmes? De você? Vai sonhando – ela disse olhando para frente, mordi o lábio e aproximei-me do seu ouvido.
- Admita, Demetria – sussurrei – Você morre de ciúmes de mim.
- Vai... – ela disse virando-se, quando percebi já estava centímetros de seu rosto, não sabia se encarava seus olhos ou seus lábios. Demi para mim era uma irmã, sempre foi, mas depois desse ano que passamos sem nos ver, ela tinha mudado. Eu não a via como uma irmã, eu a via com uma mulher. 
- Aposto que o meu beijo é melhor que o dela – Demi sussurrou.
- Eu aposto que não, afinal nunca experimentei – respondi e apenas senti seus lábios colidirem com os meus. Eu nunca havia pensando em beijar Demi, sinceramente. Nem quando estava começando a me descobrir, eu nunca pensei nela desse jeito. Mas hoje, ali, com nossas línguas tocando-se suavemente, como se fosse feitas uma para a outra, eu pensei nela desse jeito. Por impulso, peguei em sua cintura e a apertei contra mim, Demi passou uma perna por um lado de minha cintura, ficando sentada em meu colo. Seus braços estavam em meus cabelos, puxando-o fazendo-me dá gemidos, enquanto minhas mãos subiam e desciam pela lateral da sua cintura. Então aquilo começou a ficar intenso, estava começando a ficar excitada e com certeza Demi também, foi quando separamos o beijo pela falta de ar. Demi rapidamente saiu do meu colo, voltando a sentar-se ao meu lado. Ficamos em silencio por alguns minutos, tanto eu quanto Demi tentávamos nos recompor do que havia acontecido.
- Acho que bebemos demais – ela sussurrou com a voz falha.
- Acho que nunca estive tão sóbria em toda minha vida – disse olhando para frente.  
***

  Naquele dia, quase que dormir no carro. Não poderia voltar para casa, meu pai com certeza estaria me esperando e não poderia dormir na casa, principalmente no quarto de Demi depois do que tinha acontecido. Enquanto dirigia até a casa de Demi, o clima ficou tenso entre nós duas, o beijo tinha mexido com ambas. 
 Não consegui dormir, afinal estava desconfortável no carro e ainda não parava de pensar no beijo, de como me senti ao ter os lábios de Demi, o corpo dela... Estava tão confusa que nem vi quando alguém se aproximou do carro e deu algumas batidinhas na janela.
- Se quiser roubar alguma coisa, fique sabendo que estou armada – disse olhando para a sobra do vidro.
- Não, você não esta – reconheci a voz, ajeitei-me e baixei o vidro.
- Que susto garota, quer me matar?
- Matar você seria uma pena – Demi respondeu sorrindo.
- O que faz aqui? – perguntei abrindo a porta do banco de trás, vendo-a entrar. 
- Não consigo dormir – ela disse assim que se sentou ao meu lado, mantendo certa distancia. – Minha consciência esta pesando, tenho uma cama confortável lá em cima, enquanto você tem esse banco duro.
- Que prestativa – disse debochando.
- Você é muito difícil de agradar, pelo amor de Deus – ela disse – Quer dormir comigo lá em cima, sim ou não?
- Rápida você, não?
- Palhaça você, não? – ela rebateu, balancei a cabeça negativamente e assenti.
- É um banco duro mesmo, prefiro sua caminha quentinha – disse e a vi sorrir – Mas nada de se aproveitar de mim.
- Digo o mesmo – ela respondeu e seguimos até seu quarto, estava fazendo piadinhas, mas aquele beijo ainda não saia da minha cabeça, Demi deitou-se primeiro e pude ver o shortinho que ela usava, mordi o lábio tirando os pensamentos impróprios de minha mente. 
- Vai ficar ai mesmo? – ela disse olhando-me, assenti e deitei-me ao seu lado, encolhendo-me de um lado da cama, Demi olhou-me com as sobrancelhas arqueadas. – O que esta acontecendo com você? Quando dormíamos juntas, era eu quem me encolhia, porque você sempre tomava a metade da cama. 
 Ajeitei-me na cama e virei-me, estava de frente para Demi, conseguia ouvir sua respiração.
- Você vai embora amanhã? – ela perguntou e senti seus pés se entrelaçarem nos meus, como fazíamos antigamente. 
- Tenho que ir – respondi olhando-a. 
- Não quero que você vá – ela sussurrou baixinho.
- Não quero te deixar aqui – disse e senti que ela se aproximava de mim – Mas você pode vim comigo.
- Não posso.
- Porque não? Sei que medicina não é o que você quer, Demi – sussurrei – Meus companheiros de quarto iram se mudar, não quero ficar naquele apartamento sozinha.
- (SeuNome), você sabe que eu não posso, meus pais... – ela começou, porém eu logo a interrompi.
- Seus pais não deixariam, eu sei, você já me disse – respondi – Mas você tem 21 agora, atingiu a maioridade.
- Não vamos falar sobre isso agora, por favor – ela pediu, suspirei e ficamos em silencio. – Foi perfeita.
- A festa? Foi um desastre, isso sim, meu pai apareceu e... – comecei, mas Demi interrompeu.
- Não estou falando da festa – ela respondeu baixinho, como se estivesse contado um segredo e aquele quarto estivesse lotado de pessoas, abri um enorme sorriso e senti seus lábios em contado com os meus, porém não passou disso.
- Boa noite – ela sussurrou e por fim, senti virar-se, aproximei-me do seu corpo e passei meus braços por sua cintura. 
- Boa noite. – e mal sabia eu que dormiria assim para sempre, pelo menos antes de tudo começar a desmoronar.

8 de dez de 2014

5.


2008. 
 Ano de 2008. Eu e Demi já tínhamos nos formado. Meu pai era um famoso dono de hotéis por quase todo Estados Unidos. E eu, bem, eu estava na Big Apple, ou seja, New York City. Eu havia passado o ano de 2007 apenas vivendo com os lucros dos meus quadros, eu e mais dois amigos. Meu pai sabia e claro, ele não apoiava, mesmo assim não falava nada, afinal, ele ligava mais para seus hotéis do que sua unica filha. Eu e Demi nos falávamos apenas por internet e telefone, já que ela estava em Albuquerque cursando medicina e eu, em New York. Nós duas sempre tivemos essa conexão e ficou mais forte depois da morte da minha mãe. Demi era minha unica família.
 Faltavam apenas alguns dias para o seu aniversario de 21 anos e não poderia faltar, então peguei a mini van do meu parceiro de apartamento - Charlie - e dirigi até Albuquerque. Eu queria muito vê-la, então fui direto para a faculdade e a esperei até suas aulas terminarem.
 Demetria estava diferente, seus cabelos castanhos, agora estavam loiros, tinha ganhado mais curvas e não poderia negar que ela estava bem gostosa. Ajeitei o cabelo pelo espelho do retrovisor e sai do carro, ficando encostada no capo do próprio. Lembro-me exatamente como ela ficou assim que me viu. Aquela expressão de confusão e surpresa, aquele sorriso que dizia ‘eu não acredito’ e a forma que ela correu assim que me viu.
- Feliz aniversario! – respondi sorrindo e abraçando-a. Nunca irei esquecer da sensação de te-la abraçado depois de um ano. O cheiro dos seus cabelos, os braços em volta de minha cintura. – Seu presente de aniversario acabou de chegar.
- O que você esta fazendo aqui? – Demi perguntou finalmente separando o abraço, depois de minutos.
- Irei responder – disse – Só que voce precisa entrar no carro. 
- Isso por acaso é um seqüestro? – ela perguntou brincalhona.
- Sim é, e não fale nada por que isso pode ser usado contra você no tribunal – disse e a vi sorrir, dei a volta no carro e abrindo porta para ela. Rapidamente entrei no carro, dando partida em seguida.
- Então, o que esta fazendo aqui? E de quem é esse carro? Você veio ficar de vez? – ela perguntou após dar partida.
- Uma pergunta de cada vez – disse dando uma rápida olhada para ela.
- Certo, o que você esta fazendo aqui?
- Hoje é o aniversario de uma amiga minha – disse – Então decidi vim, afinal se eu não viesse ela acabaria comigo.
- E acabaria mesmo – ela respondeu sorrindo. – Mas para onde você ta me levando?
- Surpresa – respondi e percebi que ela encarava-me – Então não vai perguntar mais?
- De quem é esse carro? – ela perguntou analisando o carro.
- Charlie, você sabe, meu parceiro de apartamento – respondi encarando a estrada.
- Falando em parceiros de apartamento... – Demi começou e eu já sabia do que se tratava – Você nunca mais viu a Maya?
- Nem fala nesse nome, por favor – pedi e a vi sorrir. – Mas respondendo sua pergunta, não, nunca mais a vi, Maya sumiu do mundo.
 Maya era uma garota que eu havia me relacionado há alguns meses, nos conhecemos no pub que costumava ir em Manhattam e ficamos durantes alguns meses, porém em um belo dia, acordei e Maya tinha ido embora, simplesmente, sumiu. Você ira saber mais sobre essa historia, só que não agora. 
- Para onde você esta me levando? – Demi voltou a perguntar.
- Já disse, surpresa – disse avistando o supermercado, segui para o estacionamento e parando o carro, desafivelei o cinto e abri a porta do mesmo. – Volto em minutos, não saia.
 Demi tinha falado algo, porém eu já estava longe, adentrei no supermercado pegando um carrinho. Comprei uma caixa de cerveja que continham seis, salgadinhos, algumas latinhas de refrigerantes e mais alguns “petiscos”. Paguei e voltei para o carro.
- O que é tudo isso? – Demi perguntou enquanto colocava as compras no banco de trás.
- Uma parte de surpresa – respondi já voltando para o banco e dirigindo. Ficamos conversando sobre coisas aleatórias, até chegarmos onde eu queria. Era um monte onde dava para ver os prédios de Albuquerque. Estacionei o carro e olhei para Demi.
- Eu não acredito – ela disse sorridente, peguei as sacolas no banco de trás, colocando em cima do capô.
- Então... – Demi disse sentando-se no capô ao meu lado – Você veio só para meu aniversario ou...
- Infelizmente – disse pegando uma cerveja, Demi assentiu tristemente e pegou outra – Não quero ver você triste, vamos falar de outra coisa.
- Tipo? – ela perguntou dando um gole em sua cerveja.
- Sua festa de aniversario! – disse alto, Demi balançou a cabeça negativamente e sorriu.
- Estava pensando e sairmos para um pub que abriu aqui perto – ela respondeu.
- É uma ótima ideia, porém... – disse – É seu aniversario de 21 anos, você pode fazer tudo que quiser e levar a culpa, e não é todo dia que fazemos 21 anos, então, eu (SeuNome) Forman, sua melhor amiga, a pessoa que você mais ama nesse mundo, fará sua festa.
- (SeuNome), acho que isso não é uma boa ideia – Demi falou.
- Por quê? Você sabe que eu sou ótima em festas.
- Onde seria essa festa, (SeuNome)? No seu carro? – ela perguntou sorrindo.
- Demetria, você não entende nada, não é? – disse encarando-a – Eu moro em NYC, preciso falar mais?
- Certo, eu deixo você fazer minha festa – ela disse e eu rapidamente a abracei – Só que onde será?
- Você confia na sua melhor amiga? Se não, vai ter que confiar.
***
A festa seria na minha casa, eu havia me mudado para NY, porém meu pai continuava em Albuquerque , morando na mesma casa. Quase morando, afinal ele vivia trabalhando, a casa vivia sozinha, apenas com Dolores que era nossa empregada.
- Mãe, pai, cheguei! – Demi gritou abrindo a porta, a casa de Demi continuava a mesma e convenhamos que a minha também. – E adivinha quem eu trouxe?
- Um namorado? – reconheci a voz de Dallas. Ah Dallas, era uma das pessoas mais próximas de mim alem de Demi. – Eu não acredito! (SeuNome)!
- Dallas! – disse abraçando-a forte erguendo-a no ar, quem diria que hoje em dia nem nos cumprimentamos educadamente.
- Nem vou perguntar por que você esta aqui – ela disse separando o abraço.
- E nem precisa – Demi respondeu revirando os olhos, Dallas lançou um olhar para mim e sussurrou.
- O bom e velho ciúmes – sorri e segui abraçada a Dallas para a cozinha, onde Dianna e Eddie encontravam-se.
- (SeuNome)! – Dianna disse levantando-se da cadeira e indo em minha direção, pois é, acredite se quiser, mas eu e os familiares de Demi tínhamos uma convivência muito amigável.
- O que você faz aqui, menina? – Eddie perguntou abraçando-me também.
- Você sabe, aniversario daquela baixinha, não posso faltar – disse apontando para Demi e a vi revirar os olhos.
- Como anda a vida? – Dianna perguntou. – Pintando muito?
- O suficiente para ganhar alguma coisa – disse e ficamos em silencio. Dianna e Eddie nunca gostaram da minha idéia de ir para NY e ser pintora, não que eles falassem ou me condenassem por isso, apenas não gostavam, mesmo assim respeitavam.
- Estamos lá em cima – Demi os avisou e me puxou pela a escada. O quarto de Demi continuava o mesmo, porém haviam uma estante enorme cheia de livros e ainda tinha alguns por cima da cômoda, escrivaninha, etc.
- Você disse que iria ser na sua casa, mas como? Seu pai vive lá, esqueceu? E de jeito nenhum ele vai deixar você dá uma festa.
- Só que você esqueceu de um pequeno, porém significativo detalhe – disse sentando-me na cama – Ele passa o dia todo e talvez à noite trabalhando.
- Certo, mas e o... – Demi começou, sentando-se ao meu lado na cama, passei o braço por cima dos seus ombros e disse.
- Deixa comigo, okay? Você terá a melhor festa de 21 anos do mundo.
***
  Abri com dificuldade a porta dos fundos, colocando as sacolas em cima do balcão.
- (SeuNome)? – reconheci a voz de Dolores, virei-me e abri um sorriso.
- Dolores! – disse seguindo até ela e abraçando-a. – Quanto tempo!
- Meu Deus, o que você faz aqui? – ela perguntou separando o abraço.
- É o aniversario da Demi – respondi tirando as coisas da sacola.
- E que sacolas são essas?
- Irei dá uma festa hoje – respondi e a encarei.
- Como? – Dolores perguntou – Você ta doida? Seu pai sabe disso?
- Ainda não – disse indo até ela – Não esquenta, Dolores, meu pai nem vai saber, afinal ele vive trabalhando, certo?
- Isso não vai da certo.
- Confie em mim, okay? – disse encarando-a – Se quiser, pode ir embora cedo ou você pode vim à festa.
- E correr o risco de seu pai me ver aqui no meio de adolescentes? Negativo – ela disse rindo, ri e segui em direção a sala. A casa continuava sempre igual, sem nenhuma poeira e nem sinal de que alguém morava ali, balancei a cabeça negativamente e subi as escadas. Meu quarto também parecia igual, claro, sem os pôsteres, sem minhas fotos ou meus quadros. Apenas um quarto normal, limpo e novamente sem sinal de que alguém dormia ali. Peguei a lista que Demi havia me dado com nomes de pessoas que eram amigas delas, além de ter pessoas que eu mal conhecia, havia poucas pessoas. Queria uma festa histórica, afinal minha melhor amiga estaria fazendo 21 anos, então alem de ligar para as pessoas da lista, pedi para que elas convidassem outras pessoas e essas outras pessoas convidassem outras, e por ai vai. O dia já estava acabando e a festa de Demi tinha vários convidados.
 A festa começaria as nove e eu já tinha tudo preparado, as bebidas na geladeira, salgadinhos, doces espalhados pela cozinha.
- Pensei que você não viria – disse bebendo um gole da cerveja.
- Já começou bebendo, hein? – ela disse seguindo em direção a cozinha – Onde você arranja dinheiro para comprar tanta bebida?
- Parece que você esquece que meu pai tem bastante grana – disse sentando-me no balcão – Quero que sua festa seja épica.
- Não sei por que, não tenho problema nenhum ser uma pequena comemoração com meus pais e você – ela disse pegando um salgadinho e comendo.
- Você pensa pequeno, Demetria – disse sorrindo, ela revirou os olhos e sorri.
 Não havia passado nenhum uma hora e o pessoal estava totalmente bêbado, alguns se pegando, outros dançando e tirando a roupa, etc.
- Você não acredita quem esta aqui – Demi disse sorrindo.
- Quem? – perguntei dando um gole em minha cerveja, já havia perdido a conta de quantas eu havia bebido.
- O Alex! – ela disse animadamente, resistir à vontade de revirar os olhos, porém apenas forcei um sorriso. Depois que Demi e Alex saíram pela primeira vez, eles haviam namorado, porém Alex a deixou e foi para Los Angeles.
- Que legal – disse e a vi cruzar os braços. – O que foi?
- Ainda tem um pé atrás com ele, não é?
- Claro que tenho, ele largou você, Demi, ele é um idiota – disse.
- Primeiro, ele não me largou, ela apenas foi em busca do sonho dele, você também não foi para NY em busca do seu sonho? Ele fez o mesmo – ela disse.
- Mas é diferente, eu não abandonei você – disse – Pelo contrario, pedi para você ir comigo, só que você não quis.
- Não vamos brigar na minha festa de aniversario, por favor – ela disse, revirei os olhos e assenti.
- Certo, mas se esse cara dê em cima de você, eu acabo com ele – disse e a vi balançar a cabeça negativamente e sorrir, foi quando vi Alex vindo em nossa direção.
- Seja gentil – Demi sussurrou baixo, ficando ao meu lado. – Oi Alex.
- Demi – ele disse abraçando-a, revirei os olhos e logo ele olhou-me – (SeuNome), meu Deus, você ta diferente.
- Acho que é porque envelheci alguns anos desde a ultima vez que nos vimos – disse forçando um sorriso falso para ele – Como anda as coisas em Las Vegas?
- Na verdade, eu fui para Los Angeles – ele respondeu.
- Ah mesmo, você foi sem falar com a Demi, ia me esquecendo – disse e senti Demi da uma cotovelada em minha costela, Alex desviou o olhar com certeza envergonhado e encarou Demi.
- Ta a fim de dançar, Dem? – ele perguntou sorrindo, revirei os olhos mais uma vez.
- Claro – ela respondeu, Alex pegou em sua mão e a levou. Fiquei observando os dois dançarem, de vez em quando Demi encarava-me e eu fazia sinal de vomitar, ela apenas revirava os olhos e desviava o olhar.
- (SeuNome) Forman? – ouvi atrás de mim e quase engasguei. Era Natalie Harper. A primeira garota que eu havia gostado, Demi sabia da minha paixão por ela e sempre dizia que eu deveria falar com ela, mas naquela época eu era bastante tímida.
- Oi – disse timidamente, Natalie tinha longos cabelos encaracolados, olhos grandes e castanhos, sua pele era morena e havia lábios que, cara, era demais. – Natalie Harper, certo?
- Certo – ela disse sorrindo – Você tem uma bela casa.
- Na verdade, essa não é minha casa – disse – É a do meu pai.
- Então seu pai tem uma bela casa – ela respondeu e eu sorri. Ficamos conversando sobre varias coisas e vi que Natalie era bem legal, divertida e bem gostosa. Até esqueci do mala do Alex com Demi.
- (SeuNome), eu... – Demi chamou-me, porém parou assim que viu Natalie ao meu lado – Podemos conversar?
- Claro – disse xingando-a por ter interrompido a conversa com Natalie, virei-me para ela e disse – Volto daqui a pouco, Nat, não saia da ai.
- Não sairei – ela respondeu piscando, olhei para Demi e ela estava revirando os olhos, então pegou em meu braço e levou-me para longe de Natalie.
- Nunca irei te perdoar por isso – disse, Demi arqueou uma sobrancelha e cruzou os braços.
- Natalie Harper? Serio mesmo?
- Qual é problema? Você sabe que eu era super afim dela no colegial e...
- Essa garota é uma vadia – Demi disse. – Você não pode ficar com ela.
- Certo, não fico com ela – disse e a vi sorri – Mas você tem que dá o fora no Alex.
- O que?! Ta louca?
- Não, isso é um acordo, eu não fico com a Natalie e você não fica com o idiota do Alex.
- Isso não é um acordo.
- É sim – disse – Aceita ou não aceita?
- Eu... – Demi desviou o olhar e logo depois arregalou os olhos – Ferrou.
- O que? – perguntei confusa e logo ela virou-me fazendo com que eu olhasse para a porta, gelei em ver quem entrava, meu pai. – Ferrou totalmente.

27 de nov de 2014

4.

"Someone to count on, someone who cares beside you wherever you go" - Gift of a Friend.

Assim que abri os olhos por um segundo pensei que tudo aquilo era um sonho, não só o acidente, mas tudo que tinha acontecido em nossas vidas, começando pela primeira traição até hoje. Mas tudo veio à tona quando olhei para o lado e ela não estava lá. Minha melhor amiga não estava lá, minha mulher não estava lá, a pessoa que eu mais amei não estava lá. Respirei fundo e levantei-me da cama, seguindo para o banheiro, tomei um banho rápido, vesti a primeira roupa que vi e desci.
 Antes mesmo de entrar na cozinha meu estomago uivou assim que senti o cheiro das panquecas, havia muito tempo que eu não comia panqueca, era uma das especialidades de Demi, porém ela deixou de fazer.
- Bom dia – disse ao chegar à cozinha, Madison estava na mesa. Ela não moveu um músculo ao ouvir minha voz, apenas continuou comendo. Abri a porta do armário procurando pó para café, porém não tinha nada, apenas revirei os olhos e encarei a garota.
- Seus pais ligaram? – perguntei, Madison apenas balançou a cabeça negativamente – Dallas? Miley? 
- Demi ainda continua em coma se é isso que esta perguntando – ela respondeu sem encarar-me, balancei a cabeça e suspirei.
- Vou tomar café e volto já – disse e sai da cozinha, meu casaco ainda estava no sofá, o peguei junto com a bolsa e sai de lá.
...

- O que a senhorita vai querer? – a garçonete perguntou.
- Só café – respondi sem olhar-la e logo a mesma saiu. Peguei o celular e varias ligações não atendidas, algumas de pessoas que eu nunca mais tinha falado, eu queria retornar as ligações, eu precisava de um amigo agora, mas eu não tinha amigos, todos eles se foram, eu os afastei, balancei a cabeça negativamente impedindo com que as lagrimas saíssem.
- Quem diria que a encontraria aqui – ouvi alguém dizer, olhei para cima.
- Desculpe?
- Você não esta me reconhecendo? Pensei que significasse algo pra você – o homem disse, já estava incomodada com o jeito que ele olhava-me. – Como você não lembra do seu melhor amigo.
- Eu não tenho... – disse e então arregalei os olhos – Louis?
- O mesmo – ele respondeu e pela primeira vez depois dos últimos acontecimentos, eu sorri.
- Meu Deus, o que você esta fazendo aqui? – disse levantando-me e o abraçando – Sente-se.
- Dando um tempo na cidade – ele disse sentando-se – Como você está?
- Vamos dizer que não muito bem – disse e vi sua sobrancelha levantar-se.
- Por quê?
- É complicado – disse balançando a cabeça negativamente – Mas me conte sobre você.
- Eu me formei em Veterinária, não era uma coisa que eu queria, foi mais pelo o meu pai – ele disse – Você lembra que quando éramos crianças eu vivia falando que viajaria pelo o mundo? Bem, eu estou fazendo isso agora.
- Isso é ótimo, Louis, pelo menos alguém realizou seus sonhos.
- E quanto a você? Você não parece à pintora que tanto queria ser – ele disse olhando-me atentamente.
- E eu não sou – meu tom era melancólico – Ajudo meu pai na administração dos hotéis.
- Serio? – ele disse surpreso – Por quê?
- As coisas não deram certo – disse e então senti meu celular vibrar, nem olhei para a tela do telefone – Alô? Aconteceu alguma coisa com a Demi?
- Não aconteceu nada, só liguei para avisá-la que estou indo para o apartamento – Era voz de Dianna – Quero que alguém fique com ela, você está em casa ou...?
- Estou em uma lanchonete aqui perto, mas já estou indo – disse e ela nem mesmo se despediu, apenas desligou o telefone, olhei para Louis e percebi que o café já estava na mesa. – Desculpe, tenho que ir.
- Tudo bem – ele disse sorrindo de lado – Você deve esta ocupada, estou hospedado perto daqui, venha me visitar quando puder, certo?
- Com toda certeza – disse – Foi muito bom vê-lo, Louis, muito mesmo.
- Também foi bom vê-la, (SeuNome) – ele disse, levantei-me e o abracei – Espero que fique bem.
- Vai ser bem difícil – tomei um único gole do café e coloquei uma nota em cima da mesa.
...

  Dallas estava lendo uma revista de fofoca enquanto Miley parecia falar com alguém ao telefone. Havia se passado três horas que eu estava ali, nenhuma informação, nenhum sinal do médico. Estava olhando uma revista, na verdade só estava passando as folhas, não tinha nada de interessante.
 Já estava impaciente, aquele lugar estava me dando nos nervos, eu queria saber alguma noticia de Demi, algo que me acalmasse, então me levantei e seguindo em direção aos banheiros. Não que fosse, apenas era para despistar Dallas e Miley. Tinha falado com o médico de Demi e sabia onde ficava sua sala, então segui até lá. Eu queria vê-la, queria saber o seu estado, queria saber como ela tinha ficado depois do acidente...
 Parei em frente à porta branca, olhei para os lados e não vi ninguém, respirei fundo, porém demorou alguns minutos até eu finalmente entrar. Assim que abri a porta, o som dos aparelhos ligados a Demi encheram meus ouvidos, fechei a porta com cuidado e não levantei a cabeça até finalmente chegar a maca. Prendi a respiração assim que a vi. Havia grandes hematomas em seus braços, seu rosto estava com alguns cortes e sua cabeça estava enfaixada. Deixei um soluço escapar e senti algo pesado sobre meus ombros. Culpa. Demetria estava ali por minha causa e agora eu sabia. Se eu não tivesse sido tão cafajeste com ela, tão idiota, cumprido a promessa que fizemos, ela não estaria aqui, peguei em sua mão pálida e fria, sentindo as lagrimas queimarem em meus olhos.
- Eu... Eu sinto muito – sussurrei deixando os soluços saírem – Sei que não irá adiantar nada... Por que... Por que... Porque eu estraguei tudo, Demi... Acabei com tudo que construímos, por besteira... Mas eu sei, sei que você irá sair dessa... Você sempre foi a mais forte de nos duas... Eu acredito em você, Demetria... Você vai sair dessa.

"Pois é aqui estou eu mais uma vez, finalmente as ferias vieram ~thanksgod~ e agora vou começar a ser mais presente, como terminei o meu outro imagine - New Beginning - vou me dedicar mais a esse, postarei o mais breve possível, acho que é só isso mesmo, bem próximo capitulo as coisas irão realmente começar e vejo vocês em breve, o/
ps: Alguém aqui assiste Faking It? Se alguém assisti, vamos chorar juntas e esperar ate 2015 pra ter episodio novo"