29 de jan de 2014

You are the sunshine of my life.

- Me responde Miley?! – estou gritando – Eu esperei você por horas e horas, pra depois eu ver com meus próprios olhos você com outro cara!
- Ei quem é você? – ele pergunta levantando-se e encarando-me, eu o encaro de volta.
- Responde pra ele, Miley! – digo encarando-a, mas ela não fala nada, ela apenas fica me olhando. – Porque você não foi?! Por quê?! Eu fiquei esperando você, Miley!
- Do que você ta falando? – ela pergunta encarando-me, fecho os olhos e inspiro e expiro o ar, logo abro os olhos encarando-a.
- As cartas, Miley! – digo e ela continua olhando-me confusa.
- Cartas? Eu não sei do que você ta falando – ela diz, eu a encaro.
- (SeuNome)?!... (SeuNome) o que você ta fazendo aqui? – virei-me rapidamente, era a Demi. Se Miley não tivesse se fazendo de desentendida e se isso não me fizesse ficar com raiva, eu poderia abraçar a Demi agora mesmo, porque eu estou com muitas saudades dela.
- Ah Demi! Meu Deus eu estava com tantas saudades! – digo olhando-a, ela da um sorriso forçado – Eu vou falar com você, mas eu preciso saber o porquê a Miley não foi.
- Você é maluca! – Miley diz com um tom de raiva. – Eu não fui, porque eu não sei do que você ta falando!
- Como assim não sabe?! As cartas que eu escrevi, que você escreveu e que a Demi entregou – digo – Porque você ta se fazendo de desentendida, Miley? É porque esta na frente desse cara ai?
- Eu não sei de nenhuma carta, Demi não me entregou nada e muito menos escrevi cartas para você – Miley parecia mais calma agora, abri a boca e virei-me lentamente para Demi, ela estava imóvel com a cabeça baixa.
- Do que ela ta falando? – minha voz sai em um sussurro, pego nos ombros da Demi e começo a sacudi-la, até finalmente ela me encarar – É verdade Demi?! É verdade?!
- Sim – sua voz saiu em um sussurro, fechei os olhos e tirei minhas mãos do seus ombros.
- O que?! Você não...? – não terminei a frase, porque a cicatriz atrás da minha cabeça começava a formigar.
- Não... – ela diz – Eu não entreguei.
- Se você não entregou a carta... Quem...? – a cicatriz coçava e eu já estava com vontade de soca-lá. 
- Eu, eu escrevi as cartas... Eu sinto muito, (SeuNome), eu sinto muito, mesmo – ela diz com a voz embargada.
- Porque você fez isso?! Por quê?! – digo encarando-a, ela esta chorando e eu sinto a minha cicatriz queimar.
- Miley esta feliz com o Liam e você... – ela diz entre os soluços, mas eu não quero escutar, não quero escutar nenhuma palavra que sai da boca mentirosa dela.
- Sua mentirosa! Porque você fez isso comigo?! – eu grito e sinto que minha cabeça vai explodir, eu já não consigo respirar direito, então corro em direção a saída, esbarro em algumas mesas e pessoas, até finalmente sair daquele ambiente mentiroso.
- (SeuNome) me escuta! – escuto Demi e sinto ela pegar em meu ombro, afasto-me bruscamente e encaro-a.
- Porque você mentiu pra mim, Demi?! Porque você me encheu de esperanças?! Eu não devia ter confiado em você, não devia! – grito e vejo que estou chorando assim como ela também.
- Me desculpe, me desculpe mesmo (SeuNome), eu não queria...
- Não queria? Então porque você disse que iria entregar a carta? Você mentiu pra mim, mais uma vez, sua mentirosa desgraçada! – eu to com vontade de joga-lá no chão e soca-lá.
- Me escuta, o que eu fiz não foi certo, mas tudo na carta é verdade, Miley vai se casar, vai até sair de casa pra morar com o Liam... – ela andou até mim e eu encarei.
- Mentirosa! – há essa hora a cicatriz parece esta em carne viva – Porque fez isso?!
- Porque eu... Porque eu estou apaixonada por você – ela diz com a voz tremula – Porque você acha que eu não sou mais sua terapeuta? Porque você acha que eu falei com o Wilmer pra trocar de terapeuta? Porque eu estou apaixonada por você, (SeuNome).
 Eu a encarava com a boca aberta, então eu comecei a correr, eu não via quase nada na minha frente, mas eu comecei a correr, no começo eu ouvi os passos da Demi, mas depois de alguns minutos, olho para trás e não a vejo.
 Ela não devia ter feito isso comigo, não devia! Eu nunca fiz mal algum pra ela e nem pra ninguém! Porque Deus não fez com que a Miley aparecesse lá?! 
 Sinto algo batendo em minha canela, me fazendo cair, não sei onde estou, mas me parece muito familiar, sinto minha cabeça bater no concreto, bem onde esta a minha cicatriz, dou um grito de dor, então fecho os olhos e começo ver em flashes...
 Eu entrando na minha antiga casa, o Diretor tinha me liberado cedo naquele dia, subo as escadas, vejo varias roupas – femininas e masculinas – espalhadas pelo o chão, então escuto o piano, a percussão e então voz grossa de Stevie Wonder cantando:
“You are the sunshine of my life, that's why I'll always be around...”
 Vejo um CD player na porta do banheiro e a porta esta entre aberta.
- Sua puta desgraçada! – grito enquanto rasgo as cortinas, estou na banheira entre os dois, vou para cima do homem calvo que beija o pescoço dela. Minhas mãos estão em seu pescoço e ele esta ficando muito roxo, fecho a mão e dou-lhe um soco, vejo sangue escorrer em seu nariz rapidamente, fecho a mão novamente e lhe dou outro soco, ele revira os olhos e parece imóvel, preparo o terceiro soco, mas sinto alguém empurrando-me, deslizo pelo  chão do banheiro e sinto a parte da minha cabeça bater no concreto, tudo começa a rodar e vejo Miley me encarar paralisada, então fecho os olhos e sinto meu corpo relaxar...

 Abro os olhos e a cicatriz esta latejando, eu começo a gritar e estou procurado o ar, mas simplesmente não consigo achá-lo, vejo o céu girar, então fecho os olhos e deixo meu corpo relaxar.

"Então? Capitulo bem tenso, acho que ele responde algumas perguntas, próximo capitulo vai ser o penúltimo, ah e o nome do capitulo é o nome da musica que vocês tem tanto medo, recomendo vocês ouvirem, é muito chatinha, mas é do Stevie Wonder então... Comentem bem muito e até o próximo capitulo" 

27 de jan de 2014

Ela nunca vai vim.

Tenho que dizer sobre meus últimos dias na terapia, Clarie é uma pessoa boa, mas não chega aos pés da Demi. Não costumo falar muita coisa sobre minha vida, como eu fazia com a Demi, ela fica anotando as coisas que eu escolho falar e nem presta atenção em mim, isso é muito irritante. Eu sinto muita, mas muita falta da Demi. Ela era a pessoa que eu mais confiava no mundo, agora não tem ninguém que eu confie. Eu amo a Selena, amo o Logan, mas não é mesma coisa, Demi me entendia, sabe? Mesmo ela estudando pra entender ou tentar entender pessoas como eu, ela era especial.
 Mas porque eles decidiram trocar a Demi pela Claire? Eu tento encontrar uma resposta pra essa pergunta e nunca a encontro.
 Tenho que tirar isso da minha cabeça por hoje, em apenas algumas horas eu vou finalmente me encontrar com a Miley.
 Eu estou muito empolgada e nervosa, afinal, vou vê-la, falar com ela e – se o bom Deus quiser – voltar com ela.
 Eu queria usar uma coisa mais leve, porem eu queria esta bonita para Miley, eu iria finalmente encontra-la, depois de algumas horas procurando a roupa perfeita, já eram quase sete horas e eu já devia esta a caminho do restaurante. Passei o perfume e desci, mamãe e papai estavam no sofá assistindo TV.
- To saindo, mãe – digo assim que desço as escadas.
- O que? Pra onde? – mamãe pergunta rapidamente e indo em minha direção, abrindo a boca logo em seguida – Meu Deus! Onde você vai assim?
- Vou... Vou sair com a Selena e o Nick – minto, ela me encara e logo assente.
- Esta bem, mas não volte tarde, okay? – ela diz, assinto e vou em direção a saída.
 Enquanto ando em direção ao restaurante fico “ensaiado” tudo que vou dizer a Miley, tudo que não disse na carta, percebo que a cada passo que eu dou mais ofegante eu fico, também percebo que estou tremendo, então coloco as mãos no casaco que estou vestindo. O restaurante não é muito longe, entro e sento-me numa mesa afastada de todas, logo a garçonete vem em minha direção.
- O que vai querer? – ela pergunta.
- Um refrigerante, apenas – digo, ela assente e sai.
 Fico olhando as pessoas que entram e saem do restaurante, alguns acompanhados, outros sozinhos e fico me lembrando de como foi o nosso primeiro encontro. Depois que eu tinha falado com ela naquele pub, começamos a conversar por telefone, nada de internet na época, mamãe e papai viviam brigando comigo por que eu passava muito tempo ao telefone, então eu tomei coragem e chamei ela para sair, me lembro que mal consegui dormir, quando chegou no dia, eu tentei ser a pessoa mais relaxada do mundo, mas acabei me sujando com o ketchup, ela começou a sorrir e eu fiquei bastante envergonhada, depois acompanhei ela ate em casa e nos beijamos. Depois dali vivamos saindo, até finalmente eu pedi-la em namoro.
 Nem percebi que a garçonete tinha trazido minha coca, agradeci e ela se foi. Olhei para o meu relógio de pulso e vi que eram 19:20 PM, decidi ficar relembrando dos meus momentos com a Miley.
 Primeiro encontro, primeiro beijo, pedido de namoro, sexo que logo depois passou a ser amor, primeiro discussão, primeiro ‘eu te amo’, os quase rompimentos, os aniversários, as viagens.
 Nem me dei conta que já eram 19:30 PM, e a Miley não tinha aparecido. Bem Miley sempre se atrasava, então decidi não esquentar com isso.
 Então comecei a ficar preocupada, já eram 20:00 PM e nada da Miley, 20:10 PM , depois 20:30, depois 20:50 e finalmente 21:00.
 A essa altura eu já estava chorando. Miley não vai voltar. Miley nunca vai voltar.
- A senhora esta bem? – escuto a garçonete perguntar, mas eu não tenho forças pra responder, eu queria gritar, eu queria quebrar alguma coisa. Coloquei minhas mãos em meu rosto e fiquei assim por algumas horas, até finalmente eu sentir alguém pegar em meu ombro.
- (SeuNome) – era o Logan, eu nunca fiquei tão feliz em ver meu irmão, pulei em cima dele abraçando e ele correspondeu, comecei a chorar, ensopando sua camisa de botões branca.
- Calma calma – ele diz passando as mãos em meus cabelos, logo o vejo falando com alguém e me guiando até o seu carro, ele abre a porta do carro e eu sento no banco carona, então eu começo a gritar, começo a socar o ar, até finalmente ver que Logan estava ao meu lado encarando-me.
- O que aconteceu? – ele pergunta, abro a boca para falar, mas a única coisa que sai é um grito fino, Logan me abraça novamente.
- Ela... Não... Foi... Ela... Nunca... Vai... Vim – digo a cada soluço, ficamos ali por bastante tempo, ate eu ver que a camisa do Logan esta ensopada de lagrimas e minha maquiagem esta completamente borrada.
- Você quer conversar? – ele pergunta, assinto vagarosamente.
- Só... Só vamos sair daqui, por favor – digo baixo, ele assente e liga o carro.
 Durante a viagem, Logan não fala nada e eu agradeço, limpo meu rosto no meu casaco, não adianta muita coisa, mas eu não to nem ai. Ele estaciona o carro em frente a um bar/restaurante e eu o encaro.
- Olha, você vai me contar tudo o que aconteceu, tomando uma boa e velha cerveja – ele diz, assinto e seguimos para o local. Não é muito cheio, então não tenho que agüentar as pessoas me olhando, sentamos em dois bancos perto do balcão.
- Duas cervejas – Logan pede ao barman e depois me olha.
- O que você tava fazendo lá? – pergunto com a voz baixa.
- Mamãe me ligou, pedindo pra eu ir ate a Selena, então fui e você não tava lá, obriguei a Selena me dizer e disse que você estava naquele restaurante – ele diz, o barman chega e coloca as duas cervejas no balcão, Logan pega e toma um gole, faço o mesmo. – O que você tava fazendo lá?
- Pra encontrar a Miley – digo e ele arregala os olhos.
- Como é que é?
- Entreguei uma carta pra ela pedindo pra ela aparecer lá, mas ela não foi Logan – digo com a voz embargada – Ela disse que não ia e não foi. Ela não foi, Logan!
- Você sabe que ela não podia ir, ne? Você tem mandato de segurança... – ele começa, mas logo eu o interrompo.
- Eu quero algo mais forte – digo, ele assente e pede ao barman.
- Vou atender o meu celular, daqui a pouco em volto. – e saiu, o barman colocou o copo em cima do balcão, assim que tomei gole senti algo rasgando, era Wisky, tinha experimentando uma vez. Pedi outro e virei-me para frente, encarando as pessoas que conversavam animadamente, até que eu me peguei olhando um casal, eles estavam sorrindo e pareciam se divertir, sorri pensando de como era quando eu comecei a namorar com a Miley. O homem era alto e tinha cabelos castanhos claros, ele tinha uma barba por fazer e era realmente muito bonito, já a garota, ela tinha cabelos castanhos longos, um sorriso lindo... Prendi o ar, coloquei o copo em cima do balcão e fui em direção aquele casal, o homem falava algo em seu ouvido, enquanto a garota sorria, só que eles pararam de sorrir assim que eu bati os punhos na mesa que eles estavam, fazendo os dois me encararem.
- Então você não foi me encontrar pra ficar com esse daí?! – eu os encarava com ódio... 

"O que acharam? Proximo capitulo vamos ter tudo esclarecido, porque vocês foram pro sanatório, porque do mandato de segurança, o porque da cicatriz e outras coisas, o capitulo vai ser bem tenso, enfim, COMENTEM bem muito e até a proxima!" 

25 de jan de 2014

Algo realmente importante.

(SeuNome) POV’s

  Estou fazendo meus exercícios no porão de casa. Já fazem quatro dias que eu voltei de NY, mamãe não perguntou nada sobre os pequenos ferimentos na minha mão, mas assim que eu cheguei vi ela olhando com uma cara confusa. A única coisa que habita na minha cabeça é a carta da Miley. Eu não consigo acreditar que ela não vai aparecer, mas eu não posso perder as esperanças, eu sinto que ela vai aparecer.
- Como uma pessoa pode tão viciada em exercícios? – escuto alguém falar, paro meus abdominais e olho, é Selena.
- Tenho... Que... Manter... A... Forma – digo voltando a fazer os abdominais, ela entra no porão e senta-se no sofá velho que tem lá, paro o que estou fazendo e pego uma garrafa de água, bebendo um gole. – Aconteceu alguma coisa?
- Não – ela nega – Só vim fazer uma visita.
- Hum – digo e vou até uma poltrona velha, sentando-me em seguida. – Foi bom você ter vindo aqui, queria mesmo falar com você.
- Algum problema? – ela pergunta encarando-me, tiro a carta do bolso e entrego para Selena. – É dá Miley?
- Sim – respondo, ela abre e lê, depois de alguns minutos olha para mim.
- Eu sinto muito – responde, assinto e encaro o teto.
- Eu não acreditei – digo – Eu sinto que a Miley vai aparecer, eu sinto.
- Mas ela diz...
- Que não vai, mas eu consigo sentir isso, Selena – digo, ela assente e me entrega a carta.
- O que aconteceu depois daquela confusão no estacionamento? – ela pergunta e eu a encaro – Eu vi, bem, apenas uma metade, você em cima do cara, depois os seguranças vieram e eu corri com o Nick.
- Demi me puxou ate o carro dela, depois eu desmaiai e acordei no apartamento dos pais dela – digo e vejo Selena da um sorriso malicioso. – Pode parar Selena.
- O que? Eu não falei nada – ela diz ainda com o sorriso no rosto – Mas então? O que aconteceu?
 Durante esses dias que se passaram, eu decidi não pensar no que quase aconteceu entre mim e a Demi, claro que às vezes eu me pegava pensando, mas logo eu fazia exercícios e pensava no dia que eu vou encontrar com a Miley.
- Eu decidi não contar para ninguém, mas você é minha melhora amiga, então – começo, Selena me olha atentamente – Eu e Demi quase nos beijamos.
- Ah meu Deus! – ela diz animadamente, batendo palmas e sorrindo – Como foi?
- Se você não percebeu, eu disse que quase nos beijamos – digo novamente e logo o sorriso some do seu rosto.
- Como assim quase? – ela pergunta.
- Ela se afastou antes mesmo de algo acontecer – digo e Selena arregala os olhos.
- Como assim ela se afastou?!
- Se afastando, Selena, estávamos quase... Então do nada, ela se levantou e foi pro quarto – explico.
- Ela que se afastou, certo? – Selena pergunta e eu assinto – Ela se afastou porque talvez não queria o beijo ou estava com medo ou qualquer outra, mas e você, queria o beijo?
- O que Selena? – pergunto confusa – Olha, Demi é minha terapeuta e amiga, admito que ela seja linda e tal, mas...
- Mas o que? Você queria o beijo, eu sabia, desde a primeira vez que você falou no nome dela – Selena diz animadamente.
- Vamos deixar isso para lá, okay? Hoje eu tenho terapia, você pode me levar? – pergunto.
- Claro – ela responde, logo tomo um banho rápido, visto uma coisa confortável e sigo para a terapia com Selena.
...
 Selena estaciona o carro em frente clinica, nos despedimos e eu entro no local. Estou sentido algo, um tipo de pressentimento, mesmo assim continuo. Passo pela mulher do balcão que me olha seria, dou um sorriso, mas ela não corresponde, dou de ombros e sigo em direção a sala da Demi.
 Bato e logo alguém pede para que eu entre.
- Ola (SeuNome) – escuto, mas não é a voz da Demi, eu olho para mulher, ela é ruiva, tem os cabelos lisos, pele branca e alta.
- Oh desculpe, pensei que tinha entrado na sala certa, desculpe – digo dando alguns passos para trás, mas logo a mulher vai em minha direção.
- Ah não, você não entrou na sala errada – ela diz e eu a encaro confusa – Sou Claire.
- Bem você já conhece meu nome – digo, mas estou confusa e desconfiada. – Onde ta a Demi?
- Hum, isso é um assunto delicado – ela diz e eu começo a ficar preocupada – Sente-se.
- Não obrigada, eu estou bem – respondo cruzando os braços, ela da um sorriso de lado e senta-se na poltrona da Demi, quem diabos essa mulher pensa que é?! – Desculpe, senhora, mas quem é você?
- Se você se sentar, posso dizer que eu sou – ela diz, mordo o lábio e vou em direção a minha poltrona.
- Pronto, já estou sentada, pode me contar – digo, ela assente e pega um bloco médio e me encara.
- A partir de hoje eu sou sua nova terapeuta – ela diz e eu a encaro.
- Isso é uma brincadeira? Ah Demi você esta escondida? Já pode sair, eu descobri – digo sorrindo, olhando para os lados.
- Não é uma brincadeira – a ruiva diz seria – Eu sou sua nova terapeuta a partir de hoje.
- Não, não é – digo e começo me sentir incomodada, com algo que eu não sei o que exatamente. – Minha terapeuta é a Demi, Demetria Lovato, baixinha, loira, lindos olhos castanhos...
- Demetria não é mais sua terapeuta – ela responde e eu sinto como se alguém estivesse puxando algo de mim.
- Como? – pergunto e percebo que estou com os punhos fechados, a tal Clarie olha para minha mão e parece levemente assustada.
- Isso mesmo – ela responde, balanço a cabeça.
- Você esta mentindo – digo fechando os olhos – Demi essa brincadeira já esta passando dos limites!
- Srta. Hudson... – ela começa a falar, mas eu vou em direção a porta, saindo daquela sala e indo em direção ao balcão de informações, assim que a mulher me vê arregala os olhos.
- Você pode me dizer onde esta o... – droga, quem comanda isso aqui? – O chefe? É o chefe.
- O dr. Wilmer? – ela diz baixo.
- Isso, isso, o Wilmer, onde esta ele? – pergunto, ela abre a boca para falar, mas alguém responde em seu lugar.
- Estou aqui – ele responde, viro-me e ando em sua direção, não quero brigar, nem nada, apenas quero saber, porque tiraram a Demi de mim.
- Ola Wilmer, algo esta errado – digo encarando-o.
- O que exatamente? – ele pergunta serio.
- Vim pra minha terapia hoje e me disseram que Demi não é mais minha terapeuta – explico.
- É verdade – Wilmer responde.
- O que é verdade? – pergunto, não querendo acreditar.
- A dra. Lovato não é mais sua terapeuta – ele diz.
- O que?! – um grito escapa da minha boca.
- Decidimos trocar a sua terapeuta – ele explica e eu fico encarando-o paralisada – Motivos... Motivos pessoais?
- O que?! Isso é... Isso é... – mas nada sai, baixo a cabeça.
- A partir de hoje sua terapeuta é a dra. Claire Evans e se você não se incomodar, volte para a sala dela – ele diz ríspido.
- Não – respondo e o encaro – Não estou me sentindo bem.
- Tudo bem – ele responde, assinto e noto que alem da mulher do balcão, tem varias pessoas me encarando, vou em direção a saída da clinica.

 Enquanto corro em direção a minha casa, começo a sentir a sensação de que algo foi tirado de mim, algo realmente importante.  

"Então o que acharam? O final já esta se aproximando, capitulo que vem vai ser o encontro entre vocês e a Miley, enfim, até a proxima!!"