27 de jan de 2014

Ela nunca vai vim.

Tenho que dizer sobre meus últimos dias na terapia, Clarie é uma pessoa boa, mas não chega aos pés da Demi. Não costumo falar muita coisa sobre minha vida, como eu fazia com a Demi, ela fica anotando as coisas que eu escolho falar e nem presta atenção em mim, isso é muito irritante. Eu sinto muita, mas muita falta da Demi. Ela era a pessoa que eu mais confiava no mundo, agora não tem ninguém que eu confie. Eu amo a Selena, amo o Logan, mas não é mesma coisa, Demi me entendia, sabe? Mesmo ela estudando pra entender ou tentar entender pessoas como eu, ela era especial.
 Mas porque eles decidiram trocar a Demi pela Claire? Eu tento encontrar uma resposta pra essa pergunta e nunca a encontro.
 Tenho que tirar isso da minha cabeça por hoje, em apenas algumas horas eu vou finalmente me encontrar com a Miley.
 Eu estou muito empolgada e nervosa, afinal, vou vê-la, falar com ela e – se o bom Deus quiser – voltar com ela.
 Eu queria usar uma coisa mais leve, porem eu queria esta bonita para Miley, eu iria finalmente encontra-la, depois de algumas horas procurando a roupa perfeita, já eram quase sete horas e eu já devia esta a caminho do restaurante. Passei o perfume e desci, mamãe e papai estavam no sofá assistindo TV.
- To saindo, mãe – digo assim que desço as escadas.
- O que? Pra onde? – mamãe pergunta rapidamente e indo em minha direção, abrindo a boca logo em seguida – Meu Deus! Onde você vai assim?
- Vou... Vou sair com a Selena e o Nick – minto, ela me encara e logo assente.
- Esta bem, mas não volte tarde, okay? – ela diz, assinto e vou em direção a saída.
 Enquanto ando em direção ao restaurante fico “ensaiado” tudo que vou dizer a Miley, tudo que não disse na carta, percebo que a cada passo que eu dou mais ofegante eu fico, também percebo que estou tremendo, então coloco as mãos no casaco que estou vestindo. O restaurante não é muito longe, entro e sento-me numa mesa afastada de todas, logo a garçonete vem em minha direção.
- O que vai querer? – ela pergunta.
- Um refrigerante, apenas – digo, ela assente e sai.
 Fico olhando as pessoas que entram e saem do restaurante, alguns acompanhados, outros sozinhos e fico me lembrando de como foi o nosso primeiro encontro. Depois que eu tinha falado com ela naquele pub, começamos a conversar por telefone, nada de internet na época, mamãe e papai viviam brigando comigo por que eu passava muito tempo ao telefone, então eu tomei coragem e chamei ela para sair, me lembro que mal consegui dormir, quando chegou no dia, eu tentei ser a pessoa mais relaxada do mundo, mas acabei me sujando com o ketchup, ela começou a sorrir e eu fiquei bastante envergonhada, depois acompanhei ela ate em casa e nos beijamos. Depois dali vivamos saindo, até finalmente eu pedi-la em namoro.
 Nem percebi que a garçonete tinha trazido minha coca, agradeci e ela se foi. Olhei para o meu relógio de pulso e vi que eram 19:20 PM, decidi ficar relembrando dos meus momentos com a Miley.
 Primeiro encontro, primeiro beijo, pedido de namoro, sexo que logo depois passou a ser amor, primeiro discussão, primeiro ‘eu te amo’, os quase rompimentos, os aniversários, as viagens.
 Nem me dei conta que já eram 19:30 PM, e a Miley não tinha aparecido. Bem Miley sempre se atrasava, então decidi não esquentar com isso.
 Então comecei a ficar preocupada, já eram 20:00 PM e nada da Miley, 20:10 PM , depois 20:30, depois 20:50 e finalmente 21:00.
 A essa altura eu já estava chorando. Miley não vai voltar. Miley nunca vai voltar.
- A senhora esta bem? – escuto a garçonete perguntar, mas eu não tenho forças pra responder, eu queria gritar, eu queria quebrar alguma coisa. Coloquei minhas mãos em meu rosto e fiquei assim por algumas horas, até finalmente eu sentir alguém pegar em meu ombro.
- (SeuNome) – era o Logan, eu nunca fiquei tão feliz em ver meu irmão, pulei em cima dele abraçando e ele correspondeu, comecei a chorar, ensopando sua camisa de botões branca.
- Calma calma – ele diz passando as mãos em meus cabelos, logo o vejo falando com alguém e me guiando até o seu carro, ele abre a porta do carro e eu sento no banco carona, então eu começo a gritar, começo a socar o ar, até finalmente ver que Logan estava ao meu lado encarando-me.
- O que aconteceu? – ele pergunta, abro a boca para falar, mas a única coisa que sai é um grito fino, Logan me abraça novamente.
- Ela... Não... Foi... Ela... Nunca... Vai... Vim – digo a cada soluço, ficamos ali por bastante tempo, ate eu ver que a camisa do Logan esta ensopada de lagrimas e minha maquiagem esta completamente borrada.
- Você quer conversar? – ele pergunta, assinto vagarosamente.
- Só... Só vamos sair daqui, por favor – digo baixo, ele assente e liga o carro.
 Durante a viagem, Logan não fala nada e eu agradeço, limpo meu rosto no meu casaco, não adianta muita coisa, mas eu não to nem ai. Ele estaciona o carro em frente a um bar/restaurante e eu o encaro.
- Olha, você vai me contar tudo o que aconteceu, tomando uma boa e velha cerveja – ele diz, assinto e seguimos para o local. Não é muito cheio, então não tenho que agüentar as pessoas me olhando, sentamos em dois bancos perto do balcão.
- Duas cervejas – Logan pede ao barman e depois me olha.
- O que você tava fazendo lá? – pergunto com a voz baixa.
- Mamãe me ligou, pedindo pra eu ir ate a Selena, então fui e você não tava lá, obriguei a Selena me dizer e disse que você estava naquele restaurante – ele diz, o barman chega e coloca as duas cervejas no balcão, Logan pega e toma um gole, faço o mesmo. – O que você tava fazendo lá?
- Pra encontrar a Miley – digo e ele arregala os olhos.
- Como é que é?
- Entreguei uma carta pra ela pedindo pra ela aparecer lá, mas ela não foi Logan – digo com a voz embargada – Ela disse que não ia e não foi. Ela não foi, Logan!
- Você sabe que ela não podia ir, ne? Você tem mandato de segurança... – ele começa, mas logo eu o interrompo.
- Eu quero algo mais forte – digo, ele assente e pede ao barman.
- Vou atender o meu celular, daqui a pouco em volto. – e saiu, o barman colocou o copo em cima do balcão, assim que tomei gole senti algo rasgando, era Wisky, tinha experimentando uma vez. Pedi outro e virei-me para frente, encarando as pessoas que conversavam animadamente, até que eu me peguei olhando um casal, eles estavam sorrindo e pareciam se divertir, sorri pensando de como era quando eu comecei a namorar com a Miley. O homem era alto e tinha cabelos castanhos claros, ele tinha uma barba por fazer e era realmente muito bonito, já a garota, ela tinha cabelos castanhos longos, um sorriso lindo... Prendi o ar, coloquei o copo em cima do balcão e fui em direção aquele casal, o homem falava algo em seu ouvido, enquanto a garota sorria, só que eles pararam de sorrir assim que eu bati os punhos na mesa que eles estavam, fazendo os dois me encararem.
- Então você não foi me encontrar pra ficar com esse daí?! – eu os encarava com ódio... 

"O que acharam? Proximo capitulo vamos ter tudo esclarecido, porque vocês foram pro sanatório, porque do mandato de segurança, o porque da cicatriz e outras coisas, o capitulo vai ser bem tenso, enfim, COMENTEM bem muito e até a proxima!" 

25 de jan de 2014

Algo realmente importante.

(SeuNome) POV’s

  Estou fazendo meus exercícios no porão de casa. Já fazem quatro dias que eu voltei de NY, mamãe não perguntou nada sobre os pequenos ferimentos na minha mão, mas assim que eu cheguei vi ela olhando com uma cara confusa. A única coisa que habita na minha cabeça é a carta da Miley. Eu não consigo acreditar que ela não vai aparecer, mas eu não posso perder as esperanças, eu sinto que ela vai aparecer.
- Como uma pessoa pode tão viciada em exercícios? – escuto alguém falar, paro meus abdominais e olho, é Selena.
- Tenho... Que... Manter... A... Forma – digo voltando a fazer os abdominais, ela entra no porão e senta-se no sofá velho que tem lá, paro o que estou fazendo e pego uma garrafa de água, bebendo um gole. – Aconteceu alguma coisa?
- Não – ela nega – Só vim fazer uma visita.
- Hum – digo e vou até uma poltrona velha, sentando-me em seguida. – Foi bom você ter vindo aqui, queria mesmo falar com você.
- Algum problema? – ela pergunta encarando-me, tiro a carta do bolso e entrego para Selena. – É dá Miley?
- Sim – respondo, ela abre e lê, depois de alguns minutos olha para mim.
- Eu sinto muito – responde, assinto e encaro o teto.
- Eu não acreditei – digo – Eu sinto que a Miley vai aparecer, eu sinto.
- Mas ela diz...
- Que não vai, mas eu consigo sentir isso, Selena – digo, ela assente e me entrega a carta.
- O que aconteceu depois daquela confusão no estacionamento? – ela pergunta e eu a encaro – Eu vi, bem, apenas uma metade, você em cima do cara, depois os seguranças vieram e eu corri com o Nick.
- Demi me puxou ate o carro dela, depois eu desmaiai e acordei no apartamento dos pais dela – digo e vejo Selena da um sorriso malicioso. – Pode parar Selena.
- O que? Eu não falei nada – ela diz ainda com o sorriso no rosto – Mas então? O que aconteceu?
 Durante esses dias que se passaram, eu decidi não pensar no que quase aconteceu entre mim e a Demi, claro que às vezes eu me pegava pensando, mas logo eu fazia exercícios e pensava no dia que eu vou encontrar com a Miley.
- Eu decidi não contar para ninguém, mas você é minha melhora amiga, então – começo, Selena me olha atentamente – Eu e Demi quase nos beijamos.
- Ah meu Deus! – ela diz animadamente, batendo palmas e sorrindo – Como foi?
- Se você não percebeu, eu disse que quase nos beijamos – digo novamente e logo o sorriso some do seu rosto.
- Como assim quase? – ela pergunta.
- Ela se afastou antes mesmo de algo acontecer – digo e Selena arregala os olhos.
- Como assim ela se afastou?!
- Se afastando, Selena, estávamos quase... Então do nada, ela se levantou e foi pro quarto – explico.
- Ela que se afastou, certo? – Selena pergunta e eu assinto – Ela se afastou porque talvez não queria o beijo ou estava com medo ou qualquer outra, mas e você, queria o beijo?
- O que Selena? – pergunto confusa – Olha, Demi é minha terapeuta e amiga, admito que ela seja linda e tal, mas...
- Mas o que? Você queria o beijo, eu sabia, desde a primeira vez que você falou no nome dela – Selena diz animadamente.
- Vamos deixar isso para lá, okay? Hoje eu tenho terapia, você pode me levar? – pergunto.
- Claro – ela responde, logo tomo um banho rápido, visto uma coisa confortável e sigo para a terapia com Selena.
...
 Selena estaciona o carro em frente clinica, nos despedimos e eu entro no local. Estou sentido algo, um tipo de pressentimento, mesmo assim continuo. Passo pela mulher do balcão que me olha seria, dou um sorriso, mas ela não corresponde, dou de ombros e sigo em direção a sala da Demi.
 Bato e logo alguém pede para que eu entre.
- Ola (SeuNome) – escuto, mas não é a voz da Demi, eu olho para mulher, ela é ruiva, tem os cabelos lisos, pele branca e alta.
- Oh desculpe, pensei que tinha entrado na sala certa, desculpe – digo dando alguns passos para trás, mas logo a mulher vai em minha direção.
- Ah não, você não entrou na sala errada – ela diz e eu a encaro confusa – Sou Claire.
- Bem você já conhece meu nome – digo, mas estou confusa e desconfiada. – Onde ta a Demi?
- Hum, isso é um assunto delicado – ela diz e eu começo a ficar preocupada – Sente-se.
- Não obrigada, eu estou bem – respondo cruzando os braços, ela da um sorriso de lado e senta-se na poltrona da Demi, quem diabos essa mulher pensa que é?! – Desculpe, senhora, mas quem é você?
- Se você se sentar, posso dizer que eu sou – ela diz, mordo o lábio e vou em direção a minha poltrona.
- Pronto, já estou sentada, pode me contar – digo, ela assente e pega um bloco médio e me encara.
- A partir de hoje eu sou sua nova terapeuta – ela diz e eu a encaro.
- Isso é uma brincadeira? Ah Demi você esta escondida? Já pode sair, eu descobri – digo sorrindo, olhando para os lados.
- Não é uma brincadeira – a ruiva diz seria – Eu sou sua nova terapeuta a partir de hoje.
- Não, não é – digo e começo me sentir incomodada, com algo que eu não sei o que exatamente. – Minha terapeuta é a Demi, Demetria Lovato, baixinha, loira, lindos olhos castanhos...
- Demetria não é mais sua terapeuta – ela responde e eu sinto como se alguém estivesse puxando algo de mim.
- Como? – pergunto e percebo que estou com os punhos fechados, a tal Clarie olha para minha mão e parece levemente assustada.
- Isso mesmo – ela responde, balanço a cabeça.
- Você esta mentindo – digo fechando os olhos – Demi essa brincadeira já esta passando dos limites!
- Srta. Hudson... – ela começa a falar, mas eu vou em direção a porta, saindo daquela sala e indo em direção ao balcão de informações, assim que a mulher me vê arregala os olhos.
- Você pode me dizer onde esta o... – droga, quem comanda isso aqui? – O chefe? É o chefe.
- O dr. Wilmer? – ela diz baixo.
- Isso, isso, o Wilmer, onde esta ele? – pergunto, ela abre a boca para falar, mas alguém responde em seu lugar.
- Estou aqui – ele responde, viro-me e ando em sua direção, não quero brigar, nem nada, apenas quero saber, porque tiraram a Demi de mim.
- Ola Wilmer, algo esta errado – digo encarando-o.
- O que exatamente? – ele pergunta serio.
- Vim pra minha terapia hoje e me disseram que Demi não é mais minha terapeuta – explico.
- É verdade – Wilmer responde.
- O que é verdade? – pergunto, não querendo acreditar.
- A dra. Lovato não é mais sua terapeuta – ele diz.
- O que?! – um grito escapa da minha boca.
- Decidimos trocar a sua terapeuta – ele explica e eu fico encarando-o paralisada – Motivos... Motivos pessoais?
- O que?! Isso é... Isso é... – mas nada sai, baixo a cabeça.
- A partir de hoje sua terapeuta é a dra. Claire Evans e se você não se incomodar, volte para a sala dela – ele diz ríspido.
- Não – respondo e o encaro – Não estou me sentindo bem.
- Tudo bem – ele responde, assinto e noto que alem da mulher do balcão, tem varias pessoas me encarando, vou em direção a saída da clinica.

 Enquanto corro em direção a minha casa, começo a sentir a sensação de que algo foi tirado de mim, algo realmente importante.  

"Então o que acharam? O final já esta se aproximando, capitulo que vem vai ser o encontro entre vocês e a Miley, enfim, até a proxima!!" 

23 de jan de 2014

Você tava completamente certo.

Demi POV’s

- (SeuNome)? – eu a balançava vagarosamente, ela se mexeu e abriu os olhos.
- Demi – ela diz com a voz rouca, mas logo seu olhos se arregalaram e ela senta-se no sofá me encarando – Demi? O que eu...?
- Calma – digo, inclino-me e pego o copo de água que deixei em cima da mesinha e estendo para ela.
- Obrigada – ela responde e bebe um pouco – Porque eu to aqui?
- Você não lembra? – pergunto e ela abre a boca para falar algo porem volta a fechar.
- A confusão – ela responde baixando a cabeça sento-me ao seu lado.
- A policia apareceu, então veio em sua direção, peguei você e coloquei no meu carro, ai você desmaiou – explico e ela me olha assustada.
- Eu desmaiei? – ela pergunta e eu apenas assinto.
- Acho que foi a adrenalina – digo e ela da um suspiro, depois olha em volta.
- Onde estamos? – ela pergunta, sorrio de lado.
- Na minha casa, quer dizer, na casa dos meus pais – respondo, ela da um sorriso, coloca o copo na mesa e encara-me.
- É muito bonita – ela diz, dou um sorriso.
- Então, você quer comer ou beber algo? – pergunto.
- Cerveja, preciso de algo que anestesie meus punhos – ela diz olhando para as mãos que estão inchadas, com alguns arranhões e vermelhas.
- Só porque você ta machucada – respondo e ela sorri, levanto-me e vou até a cozinha pegando duas cervejas e um kit de primeiros socorros, assim que volto para sala vejo (SeuNome) de frente para meu violão, ela passa os dedos machucados pela as cordas.
- Você toca? – pergunto colocando as coisas na mesinha, ela olha-me e sorri.
- Não – responde – E você?
- Eu arrisco – digo, ela sorri e vai ate o sofá sentando-se, fico em sua frente pego sua mão. – Isso ta feio.
 Abro o kit, tiro alguns remédios, passo cuidadosamente nos dedos machucados de (SeuNome) que faz uma careta engraçada, depois enfaixo suas mãos. 
- To parecendo aquelas pessoas que lutam boxe – ela diz olhando para as mãos, dou um sorriso e entrego a cerveja para ela.
- Bem, pra pessoas que assistiram você bater naquele cara, você era uma lutadora de boxe – respondo, ela da um sorriso infeliz.
- Então, você não vai tocar pra mim? – ela pergunta dando um gole em sua cerveja, dou um sorriso e nego com a cabeça.
- Não, nunca mais toquei, to “enferrujada” – respondo, ela olha-me com uma sobrancelha arqueada.
- Qual é Demi, eu juro não rir de você – ela responde, me fazendo sorrir, levanto-me e vou até o violão pegando-o logo em seguida, (SeuNome) me encara, volto para o sofá e sento-me.
- Não acredito que você pediu pra eu fazer isso – digo, ela assente e toma um gole de sua cerveja, respiro fundo. – Que musica?
- Sei lá – ela fala dando de ombros – Toca algo calmo.
- Okay – respondo e começo...

When I look into your eyes
(Quando olho em seus olhos)
It's like watching the night sky
(É como observar a noite estrelada)
Or a beautiful sunrise
(Ou um belo amanhecer)
There's so much they hold
(Há tanta coisa que eles carregam)
And just like them old stars
(E assim como as velhas estrelas)
I see that you've come so far
(Eu vejo que você chegou tão longe)
To be right where you are
(Para estar bem onde você está)
How old is your soul?
(Quão velha é a sua alma?)

I won't give up on us
(Não vou desistir de nós)
Even if the skies get rough
(Mesmo que os céus fiquem furiosos)
I'm giving you all my love
(Estou te dando todo meu amor)
I'm still looking up...
(Ainda estou olhando para cima)

 Eu não consegui continuar, porque eu já estava bem perto da (SeuNome), eu olhava em seus olhos e ela nos meus, tanto a minha quanto a sua respiração estava pesada, eu tinha certeza que estava acontecendo uma guerra dentro da minha barriga, eu não sabia que com 28 anos eu poderia sentir isso novamente. Eu conseguia sentir sua respiração tocando em meu rosto e tenho a plena certeza que ela também conseguia sentir a minha tocando em seu rosto, ela olhava-me de uma forma estranha, mesmo assim eu gostava.
- Érr... Você... – digo me afastando e ela me encara confusa, levanto-me e coloco o violão no lugar – Você quer ligar pro seu irmão?
- Érr... Claro, claro – ela responde assentindo, pego o telefone e a entrego.
- Vou deixar você à vontade, qualquer coisa é só gritar por mim – digo, ela assente e eu sigo em direção ao meu quarto. Assim que fecho a porta, me jogo na cama e fecho os olhos. Porque eu não a beijei? Porque eu não fiz uma coisa que eu queria desde o momento que eu vi aquela garota? E por aquele momento eu a vi não como a (SeuNome) que queria voltar a qualquer custo pra sua antiga namorada e sim como uma (SeuNome) solteira que também queria o beijo. Eu sabia que isso iria acontecer, eu achei que paciente e terapeuta poderiam se tornar amigas, mas não podem, porque se fizerem isso vai esta ligada de alguma forma e vão acabar se apaixonando.
- Demi! – eu a ouvi chamando, engoli o seco e desci. Ela estava parada perto da porta com um sorriso adorável no rosto.
- Sim? – pergunto.
- Logan esta aqui – ela diz e vem em minha direção.
- Como? – pergunto e ela sorri.
- Ele te seguiu – explica, assinto e ela pega em minhas mãos. - Obrigada Demi, por ter me salvado de ser presa ou ser mandada pra clinica.
- Não precisa agradecer – respondo, ela da um sorriso de lado e inclina-se beijando minha bochecha.
- Até mais – ela diz e segue em direção a porta, aceno e ela some, passo a mão pelo os cabelos e vou até o telefone, disco os números e não demora muito para a pessoa atender.
- Wilmer? É a Demi, você tava completamente certo – digo assim que ele atende – Eu me envolvi com a minha paciente, eu estou completamente apaixonada por ela.

"Então, o que acharam? Gostaram do clima que a Demi fez favor de quebrar? Comentem bem muito!!! Ah e quando eu disse que o fim esta proximo, vai ser daqui a alguns capítulos, não se preocupem, também tenho que dizer que não vai ter segunda temporada, até mais!!!"