13 de jan de 2014

Caderno de anotações.

(SeuNome) POV’s

 Eu com certeza vou pro inferno por conta disso. Eu não queria fazer isso, serio, não queria, mas ela não me deu outra opção. E foi ate legal ver a Demetria naquele estado, mesmo assim, sei que ela vai me odiar pelo resto da vida. Mas depois de algum tempo ela vai entender, certo? Quando eu e a Miley voltar, ela vai ser feliz com alguém, e eu desejo muito isso, quero que ela seja feliz.
- (SeuNome)? Podemos conversar? – ouvi mamãe falar, virei-me e a vi na porta da cozinha, com o papai ao seu lado.
- Claro, o que aconteceu? – digo, sentando-se na mesa de jantar, logo os dois fazem o mesmo.
- Eu ouvi você e a Demi conversando e... – ela começa a dizer, mas eu a interrompo.
- Você tava escutando a nossa conversa? – pergunto levemente ofendida.
- Isso não vem ao caso – é o papai que fala.
- Que carta é essa e o que a Miley tem a haver com ela? – mamãe pergunta encarando-me. Engulo o seco, afinal, ninguém sabe disso, caso eles ficarem sabendo não vão me deixar entregar a carta e vão procurar outra terapeuta pra mim.
- Demi disse que era pra eu começar a escrever cartas para as pessoas que eu amo – digo encarando-os – Escrevi pra vocês, pra Selena, pro Logan e ate pra Demi. Eu escrevi uma pra Miley e disse queria entregar, mas ela não deixou, já que eu tenho um mandato de segurança contra a Miley.
 Eles ficaram me encarando por longos minutos, então finalmente mamãe falou.
- Você não esta mentindo pra nós, não é? – ela pergunta, encarando-me nos olhos, engulo o seco mais uma vez e respondo.
- Não mãe – digo, ela assente e levanta-se indo ate mim e dando-me um beijo no topo da cabeça.
...
 Eu mal consegui dormir, escrevi varias cartas e nenhuma ficou tão boa. Eu queria contar pra Miley como foi minha vida na clinica e depois da clinica, também queria contar como eu estou tentando melhorar para ela, que eu estou tomando meus remédios, que emagreci bastante e varias outras coisas.
 Foi ai que eu lembrei que quando eu estava na clinica, costumava escrever em um caderno, um caderno de anotações, diário é muito adolescente. Então o peguei e escrevi a maioria das coisas, depois comecei a escrever as coisas que aconteceram a partir do momento que eu cheguei aqui.
 Deu cinco folhas, eu queria escrever mais, porem, já estava tarde e eu precisava acordar cedo pra correr e depois encontrar a Demi.
...
- Bom dia mãe! – digo animadamente, vou até ela que esta no fogão preparando o café e lhe dou um beijo, ela olha-me confusa.
- Bom dia – ela diz – Que animação toda é essa?
- Animação? É só... – digo, mas estou animada demais para terminar.
- (SeuNome) acordada uma hora dessas, hoje é dia de milagre – ele disse também animadamente.
- Ah entendi – mamãe diz colocando uma porção de panquecas na mesa – Jogo do Yankess.
- Exatamente! – papai exclama, passa o braço por meu pescoço e começa a cantar o hino do Yankess, eu o acompanho, é bem melhor mesmo mamãe pensar que minha animação é por causa do jogo. Sento-me na mesa e tomo meu café apressadamente, levanto-me e vou até o armário pegando meus remédios.
- Porque esta tão apresada? – mamãe pergunta.
- Vou sair – digo, colocando os comprimidos na boca.
- Mais o que?!  Você não vai ficar e assistir o jogo comigo? – papai pergunta, coloco o copo na pia e guardo os comprimidos.
- Vai da tempo – respondo, viro-me para eles.
- Você vai pra onde? – mamãe pergunta desconfiada.
- Vou... Vou correr – digo, bem, tecnicamente eu to falando a verdade, certo? 
- Você costuma correr mais tarde, porque só hoje você vai correr cedo? – mamãe pergunta.
- Por favor mãe, eu acordei cedo e decidi correr, apenas isso – digo, ela me olha ainda desconfiada porem não fala nada, vou até meu quarto e pego a carta.
- Já to saído – vou até a cozinha e falo para eles, porem mamãe grita.
- Espera! – paro em frente à porta e viro-me.
- O que é isso na sua mão? – ela pergunta, olho para o envelope branco na minha mão e o guardo no bolso do casaco.
- É uma... Uma... – digo, mas ela me interrompe.
- Isso é uma carta? Meu Deus (SeuNome) pra quem é essa carta, vamos me... – ela começa a falar, porem dou meia volta, abro a porta e saio. Escuto mamãe me chamar, porem decido ignorá-la. Com certeza ela não deixaria eu entregar a carta pra Demi, entregar para Miley. Quando eu tiver a Miley de volta, ela vai entender.
 Marquei com a Demi de nos encontrar na clinica, afinal eu não sabia onde era a casa e eu também não to nem ai. Confesso que estou muito nervosa e animada pra isso, em poucas horas eu estaria tendo algum tipo de contato com a Miley e isso era maravilhoso.
 Decidi ir correndo até a clinica, que não era muito longe, mas também não muito perto, porem eu já estava acostumada. Assim que cheguei perto da clinica, vi Demi saindo com o tal Wilmer ao seu lado, eles estavam sorrindo, e confesso que fiquei meio desconfortável, porque eu iria estragar o momento feliz deles para entregar a carta para Demi, apenas isso. O tal Wilmer foi ate seu carro abrindo a porta para Demi.
- Ei Demi! – chamei acenando, ela olhou-me e pareceu nervosa, já Wilmer olhou para mim e olhou para Demi, com uma cara de “porque ela ta aqui?”.
- Oi (SeuNome) – ela diz com um sorriso amarelo nos lábios. – Pensei que iríamos nos encontrar mais tarde.
- Bem, eu estava passando e decidi dá um oi – digo olhando pra ela, vejo que ela olha para o tal Wilmer e ele parece levemente irritado. – Ah como eu sou mal educada, desculpe, sou (SeuNome) Hudson.
- Sou Wilmer Valderrama – ele responde com um sorriso forçado no rosto.
- O namorado da Demi – digo e vejo os dois corarem, ele olha para Demi.
- Vou esperar você no carro, Demi – ele diz, ela assente e logo depois Wilmer olha para mim – Foi um prazer conhece-la, Srta. Hudson.
- Você também, Sr. Valderrama – digo estendo a mão para ele, que logo pega apertando-a. Logo depois ele esta entrando no carro.
- Você não podia esta aqui – Demi diz baixo, apenas para eu escutar, faço uma careta.
- Porque não? – pergunto.
- Porque o Wilmer esta aqui e se ele descobrir sobre a carta eu estou despedida – ela diz, coço a nuca, ela tem razão.
- Eu sinto muito – digo olhando-a – Eu não sabia...
- Tudo bem – ela responde – Cadê a carta?
- Ta aqui – digo confusa, olho para o carro e vejo Wilmer mexendo em seu celular. – Mais e ele?
- Ele é meu amigo, se perguntar alguma coisa, digo que não é da conta dele – ela responde suspirando – Me da logo a carta.
- Claro mandona – brinco, mas ela ainda continua seria, tiro a carta do bolso e a entrego. – Obrigada Demi, você não sabe o quanto eu agradeço por fazer isso.
- De nada – ela pega a carta, a analisa e depois olha pra mim – Você sabe que existe uma pequena, mínima chance da Miley ler essa carta, não é?
- Sei e estou disposta a correr o perigo – digo, ela guarda no bolso do jeans e olha-me, dou um sorriso e ela corresponde, inclino-me e lhe dou um beijo na bochecha.
- Você é incrível – sussurro em seu ouvido e sei que ela arrepiou-se toda, olho pra ela, e a vejo com a boca entre aberta e os olhos arregalados.
- Ate mais, Dem – digo acenando, ela parece esta em choque, acena pra mim.
- Ate mais (SeuNome) – ela responde e logo volto a correr, escuto um barulho de carro e vejo o carro de Wilmer passar por mim. 

"Então? O que acharam? Capitulo meio bleh Vou tentar postar muito em breve, porque depois do proximo capitulo vão ser as cartas, e eu vou logo avisando que vocês vão querer matar vocês mesmas (oi?), serio, enfim comentem bem muito e eu posso começo a postar amanha, combinado?"

10 de jan de 2014

Não me dei conta do que esta na minha frente.

Demi POV’s

 Não sei por que eu aceitei isso. Realmente não sei. Acho que foi a supressa, quer dizer, (SeuNome) descobriu que eu era amiga da Miley e mesmo assim foi pra terapia, bem, na verdade ela só foi na terapia para me pedir para entregar a carta pra Miley, mesmo assim, já valeu o esforço.
 Não sei como vou entregar essa carta pra Miley, ela passou alguns dias sem falar comigo, mas logo teve que falar Miley não consegue se “virar” sem mim.
- Oi Miley – digo assim que entro em casa e lá esta ela comendo e de frente pra televisão.
- Oi terapeuta da minha ex-namorada que é maluca e não tem a sanidade mental cem por cento – ela diz com a boca cheia de algo que eu não sei o que é, coloco minhas chaves em cima da mesa e vou até ela, sentando-se ao seu lado.
- Então como foi a minha ex-namorada maluca veio te contar coisas sobre o nosso relacionamento? – ela pergunta olhando-me com certa ironia na voz.
- Miley – digo, vejo ela revirar os olhos.
- Vamos Demi, eu já sei de tudo ate te perdoei por não ter me contado, agora você me deve explicações – ela diz cruzando os braços e olhando-me.
- Explicações? Qual é Miley – digo revirando os olhos – É o meu trabalho, eu não posso simplesmente sair contando tudo pra você, disse que iria ser diferente essa vez e vai ser.
- Nossa pra que isso tudo? Eu que deveria esta com raiva, já que você escondeu de mim esse tempo todo que era terapeuta da minha ex-namorada maluca – ela diz encarando-me. Sei onde essa conversa vai parar, então decido encerra-la de uma vez por todas.
- Escuta Miley, você devia entender meu lado, eu sou sua melhor amiga e ela é minha paciente, se coloca no meu lugar. Eu não poderia dizer pra você que conhecia ela e não poderia dizer pra ela que conhecia você, eu sei que essa coisa toda fugiu do controle, mas eu prometo não esconder nada de você, certo? – pergunto nossa como eu sou uma bela de uma mentirosa, bem, no começo eu realmente esta falando a verdade, mas a ultima frase não é nada verdade, já que prometi entregar a carta pra Miley.
- Você tem razão – ela diz com um sorriso – Me desculpa.
- Eu também devo desculpas – digo e a abraço, logo ela separa o abraço e olha-me.
- Meu Deus já são que horas? – ela pergunta, pego meu celular na bolsa.
- Oito e quarenta – respondo e ela levanta-se rapidamente, dando-me um susto.
- Droga! Daqui a alguns minutos Liam vem me pegar e não estou pronta. – ela diz correndo em direção as escadas.
- Tudo bem – digo e vou em direção ao meu quarto.
...
 Miley saiu há alguns minutos com o Liam. Fico pensando como ela e Liam são felizes, ai me pego pensando em (SeuNome) e sua obsessão por conseguir a Miley de volta. Ela esta tão feliz com ele e isso é incrível, porque eu acompanhei uma Miley triste e infeliz enquanto as duas tinha se separado, quer dizer, quando as duas se separam Miley ficou super mal, me lembro de uma das coisas que me fizeram vim morar com ela, era porque ela tava precisando de uma amiga e quando cheguei aqui vi que ela realmente precisava de alguém.
 Mas também pensava da (SeuNome) com essa esperança de conseguir a Miley de volta, ela poderia mover montanhas pra conseguir a Miley, pra ter a Miley de volta e isso era realmente cativante, o modo como ela falava da ex-namorada, o modo como ela falava que estava mudando por causa dela. Na verdade eu não sabia em quem acreditar, pra quem torcer no final. Queria ver Miley feliz e ela estava feliz com o Liam, mas também queria ver (SeuNome) feliz e ela queria ser feliz com a Miley. Realmente isso é muito confuso.
 Eu tinha que tomar uma atitude. Miley sempre foi minha amiga, discordamos das maiorias das coisas, mas amigas fazem isso. Esta sempre comigo quando eu preciso. Eu simplesmente não posso fazer isso com ela. Receber a carta da (SeuNome) só vai fazer ela ficar mal e eu não quero ver ela mal. (SeuNome) com certeza iria ficar com raiva de mim ou ate mesmo não falar comigo, mas eu não estou nem ai certo? Quero o melhor pra Miley e principalmente o melhor para (SeuNome).
 Peguei meu casaco, saindo de casa e seguindo em direção a casa da (SeuNome). Depois de algumas horas caminhando finalmente estou em frente à casa da (SeuNome), sinto meu coração acelerar e eu fico me perguntando o porque, subo os degraus e aperto a companhia.
- Não temos... Ah oi Demi – era o pai da (SeuNome).
- Oi Sr. Hudson, a (SeuNome) esta? – perguntei colocando as mãos no bolso do casaco, ele pareceu surpreso com a minha pergunta.
- Ela esta sim, quer que eu vá chamá-la ou você mesmo vai lá? – ele pergunta, não quero demorar, vou falar que não vou entregar a carta e pronto.
- Pode ir chamá-la, fico bem aqui – digo e o vejo sumir, ele deixa a porta entre a aberta. Confesso que estou nervosa, não queria que (SeuNome) ficasse com raiva de mim ou algo parecido, mas eu teria que fazer aquilo.
- Confesso que estou surpresa – a ouvi atrás de mim, ela tinha uma expressão serena no rosto, muito diferente da (SeuNome) que eu vi hoje na terapia.
- Eu queria falar com você – digo olhando em seus olhos brilhantes, ela parece confusa, mesmo assim não tira o sorriso do rosto.
- Não quer entrar? – ela pergunta apontando para porta, porem eu balanço a cabeça negativamente.
- Não precisa, o que eu tenho que falar é rápido e direto – digo suspirando e encarando-a.
- Você não vai mais entregar a carta da Miley? – ela pergunta e vejo que aquela sua expressão desapareceu dando espaço para uma expressão preocupada.
- Não – digo e vejo que o brilho escapou de seus olhos.
- Como assim não? – percebo um tom desesperado em sua voz.
- Olha, eu queria realmente fazer isso mais eu não consigo, eu sinto muito – digo e vejo-a baixar a cabeça. – Desculpa de verdade, mas eu não consigo.
- Eu deveria saber, você aceitou tão “rapidamente”, eu deveria saber – ela diz ainda sem levantar a cabeça.
- Eu sinto muito – digo e eu realmente estou me sentindo mal, mas eu fiz a coisa certa, então acho que da pra agüentar.
- É uma pena – ela diz finalmente levantando a cabeça, eu a encaro confusa.
- O que é uma pena? – pergunto, ela me olha e morde o lábio inferior, prendo minha respiração, porque ela esta me olhando um tanto quanto diferente.
- Eu iria entregar essa carta pra Miley dizendo que eu iria seguir em frente, quer dizer, eu andei pensando, pensando e percebi que eu passei tanto tempo pensando em voltar com a Miley e não me dei conta do que esta na minha frente – ela diz de uma forma tanto sedutora, ela da alguns passos em minha direção e automaticamente dou alguns passos para trás. Sinto minha respiração ficar pesada e minhas pernas ficarem bambas, meu Deus o que essa garota ta fazendo comigo?
- Es... Esta na su... sua frente? – pergunto gaguejando, porque eu estou gaguejando?! Por quê?!
- É, mas você não vai fazer isso, então acho que vou arranjar outro jeito – ela diz afastando-se de mim, eu a agradeço e a repreendo-a mentalmente. – Mesmo assim, obrigada Demetria, você foi uma ótima terapeuta.
- Foi? – pergunto confusa, ela assente.
- É, acho que não podemos ser mais terapeuta e paciente, já que tanto eu quanto você estávamos envolvidas na vida pessoal de uma e da outra – ela diz.
- Tudo bem – as palavras saem da minha boca – Eu vou entregar a carta pra Miley.
- Demi, não quero que faça algo que possa se arrepender – ela diz novamente com aquela voz sedutora.
- Não vou me arrepender, vou entregar a carta pra Miley – digo e por alguns minutos me perco naqueles olhos.
- Tudo bem então – ela diz sorridente, fazendo-me acordar de meus devaneios. – Nos vemos em breve, não é?
- Sim – respondo, ela sorri e inclina-se me dando um beijo bochecha.
- Boa noite Demi e obrigada – ela diz e dou um sorriso amarelo, e logo vejo-a sumir pela porta.
 Mais que diabos acabou de acontecer aqui?! 

"Então o que acharam? Será que a "(SeuNome)" ta falando a verdade em seguir em frente? Ou ela ta mentindo? Bem me falem a opinião de vocês.
Ah eu também queria perguntar, que já assistiu O Lado Bom da Vida ai? Só to perguntando isso porque queria saber quem não assistiu porque eu recomendo assistir o filme, ler o livro também, mas só quem quiser. Enfim, eu peço que assistem o filme e depois me falem o que acharam? Serio vocês não vão se arrepender, o filme é PERFEITO. Besitos"

7 de jan de 2014

Uma ponte na qual vai me levar pra Miley.

- Você tem certeza disso? – já a quarta vez que mamãe pergunta isso. Estamos a caminho da clinica, hoje é sexta feira então tecnicamente eu tenho que ver a Demetria. Quando disse a mamãe que iria para a terapia, ela ficou me encarando por longos minutos, como não se acreditasse no que escutava. Mesmo assim cedeu e aqui estamos.
- Sim, tenho certeza disso – digo e não posso conter a felicidade. Estou feliz por que vou usar a Demi como uma ponte até Miley, mesmo assim não posso negar que estou bastante chateada com Demi, no começo eu cheguei a odiá-la.
 Mamãe estacionou o carro em frente a clinica, tirei o cinto, inclinei-me e lhe dei um beijo na testa, porem sinto-a pegar em meu braço.
- Não se isso é uma boa ideia – ela diz encarando-me nos olhos.
- Mamãe eu tenho que fazer isso, se não fizer posso voltar para clinica – digo, ela abre a boca para falar algo porem volta a fechar.
- Podemos achar outro terapeuta – ela diz, dou um sorriso sem mostrar os dentes.
- Não precisa esta bem? – digo, me despeço dela e sigo para clinica. Não sei por que minhas mãos estão suando e me coração esta parecendo que vai sair do peito, vejo a mulher do balcão falar com um homem, ela me vê e eu apenas sorrio para ela. Depois de alguns minutos, vejo que já estou em frente à porta marrom onde tem uma placa escrita “Dra. Lovato” com grandes letras douradas, nunca reparei nela, acho que era porque eu sempre entrava sem bater ou de cabeça baixa, enfim bato na porta levemente e logo escuto uma voz “Pode entrar”. E assim faço, abro a porta devagar e vejo que Demetria esta sentada em uma poltrona de costas para a porta, entro de vagar, fechando a porta.
- Olá – digo, percebo que Demi levanta a cabeça, mas não me olha, vira-se vagarosamente até me encarar. Sua expressão é de surpresa e nervosismo, sinto vontade de sorrir porque ela esta extremamente engraçada daquela forma, mesmo assim tenho que manter as aparências.
- (SeuNome)? – ela pergunta baixo, porem consigo escutar, dou alguns passos até a poltrona a sua frente e logo sento, encarando-a. – O que esta fazendo aqui?
- Hoje é sexta, dia de terapia, esqueceu? – pergunto meio obvia e um tanto quando irônica, vejo-a piscar varias vezes. – Então, não vai me perguntar como foram meus dias?
- Ah... Claro, claro – ela diz nervosa e novamente tento segurar o riso - Como... Como foram seus últimos dias?
- Loucos! – digo jogando a cabeça pra trás, Demi não fala e eu a encaro – Não vai perguntar por que foram loucos?
- Err... Porque foram loucos? – ela pergunta, assinto sorridente e volto a jogar minha cabeça para trás.
- Decidi ir pro “Dança não tem idade”, eu achei que iria ser incrível porque eu tinha esperança da Miley esta lá, quando estávamos juntas eu costumava ir com ela, odiava porque vê velhos tentando dançar não é uma das melhores coisas do mundo – digo encarando o teto branco – Tirando isso foi bem legal, porque vi minha avó e meu tio que eu não via a muito tempo. Foi depois que minha avó terminou de se apresentar, eu vi a Miley e eu fui em direção a ela. Eu estava feliz, afinal eu poderia falar com ela, sem que ela fugisse ou algo do tipo, mas foi ai que aconteceu. Eu e Miley tínhamos uma amiga em comum e essa “amiga” não era a minha mãe.
- (SeuNome)... – Demi tentou me interromper, porem eu continuei.
- Foi um choque, porque eu confiava nessa pessoa e ela mentiu pra mim, não qualquer mentira, tipo eu perguntar se estou bonita hoje e a pessoa falar que estou, sendo que eu não estou. Ela mentiu sobre ser amiga da minha namorada, sobre eu falar da minha namorada pra ela e ela nunca me contar que conhecia minha namorada. Ai você ver, a única pessoa que eu confiei, mentiu pra mim desse jeito, da pra acreditar?
- Eu sinto muito – ela diz baixo, a encaro e finalmente eu a encaro nos olhos – Eu sinto muito por ter mentido pra você, sinto mesmo, mas...
- Eu confiei em você Demi, sabe o quanto eu demoro pra confiar nas pessoas? Eu pensei que você era minha amiga – digo mantendo a voz suave.
- Eu não sabia que a Miley era sua namorada, okay? – ela diz encarando-me, levanto uma sobrancelha e vejo-a morder o lábio – Ta eu sabia, mas foi há alguns dias atrás, okay, foi há algumas semanas atrás.
- Você teve a chance de me contar Demi, quando eu vim falar com você, quando você foi a minha casa, mas você desperdiçou essas chances e fez com que eu descobrisse da pior maneira possível – falo ríspida, ela morde o lábio mais uma vez e assente.
- Você tem razão, eu fui uma péssima amiga, mas não fui uma péssima terapeuta, eu não poderia te contar da minha vida pessoal, porque isso é falta de profissionalismo – ela com um ar de superioridade, dou um sorriso irônico.
- Ah isso foi falta de profissionalismo? E o fato de você contar pra Miley sobre minhas explosões? – pergunto e sua expressão muda para confusa.
- Do que você esta falando? – ela pergunta confusa, ótima cena Demetria, mas não cola comigo.
- Não venha se fazer de boba Demi, porque eu sei que você falou pra Miley sobre a explosão que eu tive no primeiro dia de terapia, sobre eu não esta tomando os remédios, que agora eu estou só pra deixar claro, e sobre eu ficar olhando pra sua bunda quando você... – droga, droga, porque eu fui falar isso – Quer dizer, sobre eu olhar para bunda da garota que estava correndo na minha frente.
- Você esta enganada, não posso te falar sobre minha vida pessoal como terapeuta, do mesmo jeito que eu não posso falar pra ninguém o que você me conta ou que acontece aqui – ela diz encarando-me nos olhos, não gosto do jeito que ela esta me olhando, então desvio o olhar.
- Enfim, uma das coisas que me ensinaram na clinica foi sobre da segundas chances e eu vou te da uma segunda chance – digo voltando a encara-la. – Depois que eu pensei, pensei, vi que você foi um sinal. Um sinal de Deus.
- O que? – ela pergunta.
- Deus te colocou na minha vida e da Miley como uma ponte, uma ponte na qual vai me levar pra Miley – digo sorridente, porem ela ainda continua confusa. – Vou escrever uma carta pra Miley e você vai levar pra ela.
- Como? – ela finalmente fala depois de longos minutos em silencio me encarando.
- Demi, eu quero que você entregue uma carta para Miley, na qual eu vou escrever – digo sorridente e confiante. Ela pisca varias vezes e balança a cabeça negativamente.
- Você ta querendo que eu entregue uma carta para sua namorada, sendo que você não pode ter nenhum contato com ela? – ela pergunta desacreditada.
- Exatamente – digo com certa ironia, Demi balança – novamente – a cabeça negativamente.
- Eu não posso fazer isso, é falta de profissionalismo e eu estaria infringindo a lei – ela diz encarando-me, assinto e levanto-me, seguindo em direção a porta.
- Espera! – escuta-a falar, paro e viro-me lentamente, cruzando os braços.
- O que? – pergunto encarando-a.
- Você sabe que isso não é permitido, sabe que você não pode ter nenhum contato com a Miley – ela diz, reviro os olhos.
- Eu sei, mas é só uma carta, só isso, o que tem demais nisso? – pergunto, ela me encara por alguns segundos, ate finalmente suspirar. – Demi eu preciso disso, eu preciso explicar a Miley como eu estou, como eu estou melhorando por ela. Olha, eu escrevo, você entrega pra ela, só isso, se ela ler vai ser a melhor coisa que poderia me acontecer, se não, eu desisto.
- Desiste? – ela pergunta e eu apenas assinto – Mas se ela ler e chegar a responder.
- Melhor ainda, essa é a ideia – digo sorridente, pensando nessa possibilidade.
- Não sei, é arriscado demais – ela diz, porem dou alguns passos até a poltrona onde Demi esta sentada, fico de joelhos, colocando minhas mãos nos braços na poltrona e encaro.
- É tudo que eu te peço Demi, só entregue a carta pra Miley – digo olhando em seus olhos castanhos brilhantes, ela morde o lábio inferior e suspira.
- Tudo bem – ela diz, abro um sorriso.
- Serio? Obrigada Demi, você com certeza é a melhor terapeuta do mundo! – digo abraçando-a – o que foi bem estranho, porque eu não costumo abraçar as pessoas, principalmente pessoas que eu conheci há alguns meses -.
- Vou pra casa escrever a carta, meu Deus, eu mal posso esperar pra você entrega-la – digo empolgada, Demi força um sorriso. – Obrigada Demi.

- Não tem de que – ela responde, dou um sorriso de lado e saio ansiosa para escrever a carta. Meu Deus eu mal posso esperar para ter meu final feliz! 

"Vocês cumpriram o combinado e eu cumpri o meu. Bem, quero agradecer os comentarios, as visualizações e tudo mais. O que acharam do capitulo? A partir dos capitulos que vem, vamos ver a relação da '(SeuNome)' e da Demi como amigas, tambem vou avisando que o proximo capitulo vai ser bastante divertido. Enfim, COMENTEM, eu PRECISO saber o que vocês acharam do capitulo. "